Quão genial é uma série que consegue nos fazer se importar e se emocionar com os mesmos personagens após oito anos? Grey’s Anatomy, mesmo quando aparentemente não tem nada de muito importante para apresentar e os roteiristas parecem não ter nada mais para inventar, deu uma daquelas viradas importantes na história – usando, quem diria, velhos fantasmas e velhas tramas para esquentar as coisas no Seattle Grace.
Tinha tudo para ser um dia de festa no hospital: Webber ia fazer sua 10.000ª cirurgia, uma irmã salvaria a vida da outra (como a presença de Nia Vardalos foi mal aproveitada, hein?), um menino ia se livrar de um tumor, Zola teria sua primeira festinha e Altman e Yang voltariam ao normal, correndo atrás de cirurgias complicadas e mostrando ao mundo como são boas no que fazem. Mas se na vida as coisas não saem como planejado, porque seria assim em Grey’s Anatomy?
Pra começar, o ex-Chief mostrou como é vaidoso: orquestrou com Bailey a comemoração para o marco em sua carreira, com direito a foto para o jornal, bolo, discurso, tudo que ele tinha direito – menos confete. Só que Adele, em uma crise de Alzheimer, chega no hospital e desenterra todos os podres do casamento, que atendem pelo nome de Ellis Grey. E não foi Richard o único atingido pela metralhadora de Adele: Meredith, pressionada por Hunt a escolher uma especialidade, sente mais uma vez o peso de ser filha de uma cirurgiã tão brilhante. Mas brilhante mesmo foi a interpretação de Loretta Devine, que deu um show durante o surto de Adele. Quem não se emocionou? Prêmio pra ela, AGORA!
As coisas também não saíram como esperado para o menino que foi para o SGH para tirar um tumor de sua coluna. O tom de Derek na narração do episódio deveria ter nos preparado para o que vinha pela frente, mas mesmo assim foi muito tocante vê-lo perceber que sua vida estava chegando ao fim e os cirurgiões não poderiam fazer nada para ajudá-lo – e mesmo assim ele estava mais preocupado com o sofrimento da mãe. Lindo. E Lexie Grey cada vez mais reafirma o seu lugar no meu coração como uma das minhas personagens favoritas. Aliás, será que Mark anda reconsiderando sua relação com a oftalmologista/cabelereira? Callie imitando o pai de sua filha foi impagável! E que criança bem feia, hein? #prontofalei
Mas o melhor do episódio, como sempre, ficou para o final. Todo mundo reunido na casa de Meredith para comemorar o aniversário de Zola, que acabou virando comemoração de Webber, e Christina e Hunt começam a discutir na cozinha por causa de uma cirurgia. Yang deu bons argumentos para fazer todas as vontades de Teddy, mas Hunt colocou toda a mágoa que carrega desde o aborto da mulher para fora, pra todo mundo ouvir. Tanto Sandra Oh quanto Kevin Mckidd deram um show de interpretação, e tudo indica que teremos mais um casamento desfeito no hospital. Não aguento mais ver Yang sofrer, mas que cena! Agora resta aguardar os próximos capítulos. E que sejam tão bons quanto esse!








