Castle apresenta: O romance explosivo entre um detetive particular e a mulher de um mafioso.
Isso mesmo, Castle resolveu passear nos anos 40 essa semana e a escolha não poderia ser mais acertada. Não tenho defeitos para apontar em The Blue Butterfly que se não apresentou desenvolvimento das tramas principais ou algum grande acontecimento, tem o mérito de ter feito uma ótima estrutura narrativa, com paralelos entre o que se passava entre o presente e o passado, evitando que o episódio se tornasse totalmente aleatório. E é esse justamente o grande motivo pelo qual The Blue Butterfly me cativou.
Quando ouvi rumores de que a série teria um episódio ambientado nos anos 40, me animei com a proposta, contudo, já pensava que alguém, provavelmente Castle, teria um sonho e que essa ilusão seria a premissa para o decorrer de todo episódio e só ao final deste voltaríamos ao tempo e ao espaço atual da história. Por isso, tinha minhas dúvidas, afinal, por mais que goste de histórias alternativas, ilusões ou sonhos, me parece que às vezes esses recursos se tornam exagerados e acabam por não se encaixar em nada do que foi apresentado pela própria série. Porém, tudo isso definitivamente não aconteceu em Castle.
Os roteiristas balancearam muito bem as cenas nos anos 40 e as que se passavam no momento atual, aliás, acho que as cenas do presente foram a maioria. E, novamente, o tom de comédia predominou. Além disso, foram inteligentes interligando o caso atual com o que aconteceu com a borboleta azul nos anos 40, dando dinamicidade à história, uma vez que descobríamos o que aconteceu no passado baseado nas investigações presentes, não deixando assim que o caso da semana se tornasse maçante.
As narrações do Castle foram impagáveis e a animação e a mega curiosidade dele com a história do colar que escondia tantos segredos é fantástica. A cena que Rick diz Kate ao invés de Vera foi hilária, fazendo Beckett desconfiar das fantasias que se passam na cabeça do escritor. Essa cena só não foi mais hilária do que Castle pedindo para Ryan falar ‘bacana’ como um duende. O caso foi muito interessante, bem estruturado e, pode ser lentidão da minha parte, mas me surpreendi em descobrir que o casal velhinho era o Joe e a Vera, ou Castle e Beckett nas suas versões dos anos 40, se preferirem.
Não sou nenhuma especialista em filmes noir, mas acredito que a série fez um ótimo trabalho e todo aquele drama exagerado, paixões à primeira vista e mafiosos faz o estereótipo da época retratada. Sem falar que a música, os cenários, as diversas reviravoltas e aquele final foram a cereja do bolo. Até tivemos uma palhinha de Lanie, quer dizer, Betsy Sinclair, encantando os cavalheiros com sua voz no Bar Pennybaker.
Por último, vamos a Castle e Beckett. E preciso desabafar: fui enganada mais uma vez e agora por Stana Katic que fez propaganda enganosa do episódio. A atriz disse que os fãs deveriam se preparar, pois o relacionamento dos dois protagonistas iria tomar outro rumo, além claro, de terem confirmado que haveria um beijo. Eu, esperançosa que sou, juntei essas informações e fiquei esperando um beijo no momento atual, entre o escritor e a detetive. E devo dizer que meu coração até acelerou naquela última cena na qual os dois entram no elevador porque realmente pensei que eles se beijariam. Ledo engano! O beijo foi entre Joe e Vera mesmo. Claro que shipper que é shipper fica feliz de qualquer forma. Além disso, aprendi duas valiosas lições: não confiar em atores e produtores e nunca me tornar uma detetive porque minhas teorias têm a mania de falhar. Mas, no fim, perdoo a Stana porque ela é fofíssima e, mais importante, é a shipper-mor de Caskett.
É isso, podem comentar e dizer se falei muita asneira. Até semana que vem com a 1ª parte do episódio evento de Castle!








